segunda-feira, 26 de maio de 2014

Em dia, brado!


As loucuras se desnudam
nas (a)traídas persistências.

As persistências se traem loucas,
nuas de atrações inocentes.

Das inocências instigantes,
amargores inconsequentes.

Se mentes, ao contrário brotas: dás com os frutos pelas raízes.

Sentimentira. Nela crê e ditas.
O seu rumor não é caminho, no seu acho não há crédito.

O seu des espero que passe.
Entre nós só ateísmo.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Carta à João

"O sorriso é mais bonito e mais seguro quando dado em liberdade! Um calor escaldante pode ser muito mais quente numa noite de verão em terras desconhecidas do que na nossa própria terra.
É, a vida tomou outro caminho...
A política pode ser muito mais fácil quando feita com amor, e mais fácil ainda, quando feita por amor!

É, as coisas não são mais como eram antigamente...

O anarquismo tem muito mais sentido quando vivido, ou ao menos na ilusão de que em algum canto do coração ele vive e pulsa forte!

É, a vida já não é a mesma de antes...

Nos prender nas cordas e correntes que criamos, nos faz olhar as nossas vidas, antes sem elas, apenas com demagogia e saudade!

É, a vida anda bem diferente...

O livre e a mudança se transformam em medo, a segurança nos engana como um caminho possível, e a saudade alimenta uma esperança quase morta de que um dia será diferente!

Somos nós que estamos diferentes!

Uma construção não acabada, hoje, serve mais como uma grande crítica do que como possibilidade!
É, estamos esperando demais do Estado...

E a cerveja em meio à lama, serve cada vez mais para nos conformar do que para expressar nossos sentimentos mais sinceros!

É João, talvez a borboleta viva apenas 24h mesmo..."

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pelo amor livre

Eu prometo não te prometer nada
Nem te amar para sempre
nem não te trair nunca
nem não te deixar jamais.
Estou aqui, te sinto agora
sem máscaras nem artifícios
e enquanto for bom para os dois que o outro fique.

Nada a te oferecer senão eu mesmo
Nada a te pedir senão que sejas quem tu és
a verdade é o que de melhor temos para compartilhar.

Tuas coisas continuam tuas e as minhas, minhas.
Não nos mudaremos na loucura de tornar eterno
esse breve instante que passa.

Se crescemos juntos
ainda que em direções opostas
saberemos nos amar pelo que somos
sem medo ou vergonha
de nos mostrarmos um ao outro por inteiro.

Não te prendo e não quero que me prendas
Nenhuma corrente pode deter o curso da vida
nenhuma promessa pode substituir o amor
quero que sejas livre como eu próprio quero ser.
Companheiros de uma viagem que está começando
cada vez que nos encontramos novamente.

(Geraldo Eustáquio de Souza)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sobre amor livre, monogamia e relações de gênero...

Por que é tão difícil praticar o "amor livre"?
http://cafefeminista.wordpress.com/2013/07/08/por-que-e-tao-dificil-praticar-o-amor-livre/
 
A violência de gênero e o amor romântico
http://oneirophanta.org/a-violencia-de-genero-e-o-amor-romantico/

Por um conceito crítico de monogamia
http://incandescencia.org/2013/07/09/por-um-conceito-critico-de-monogamia/

terça-feira, 30 de abril de 2013

Contestado

"Na época do auge ferroviário, as empresas britânicas tinham obtido, amiúde, consideráveis concessões de terras em cada lado das vias, além das próprias linhas férreas e do direito de construir novos ramais. As terras constituíam um estupendo negócio adicional: o fabuloso presente outorgado à Brazil Railway determinou o incêndio de inumeráveis cabanas e a expulsão ou morte das famílias camponesas assentadas na área da concessão. Este foi o gatilho que disparou a rebelião do Contestado, uma das mais intensas páginas de fúria popular de toda a história do Brasil." (Eduardo Galeano, em: As Veias Abertas da América Latina).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

No te rindas

No te rindas, aun estas a tiempo
de alcanzar y comenzar de nuevo,
aceptar tus sombras, enterrar tus miedos,
liberar el lastre, retomar el vuelo.
 
No te rindas que la vida es eso,
continuar el viaje,
perseguir tus sueños,
destrabar el tiempo,
correr los escombros y destapar el cielo.
 
No te rindas, por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se esconda y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque la vida es tuya y tuyo tambien el deseo,
porque lo has querido y porque te quiero.
 
Porque existe el vino y el amor, es cierto,
porque no hay heridas que no cure el tiempo,
abrir las puertas quitar los cerrojos,
abandonar las murallas que te protegieron.
 
Vivir la vida y aceptar el reto,
recuperar la risa, ensayar el canto,
bajar la guardia y extender las manos,
desplegar las alas e intentar de nuevo,
celebrar la vida y retomar los cielos,
 
No te rindas por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se ponga y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque cada dia es un comienzo,
porque esta es la hora y el mejor momento,
porque no estas sola,
porque yo te quiero.

(M. B.)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Insustentável

"A volúpia que o invade exige escuridão. Essa escuridão é pura, absoluta, sem imagens nem visões, essa escuridão não tem fim nem fronteiras, essa escuridão é o infinito que cada um de nós traz em si. (Sim, se alguém procura o infinito, basta fechar os olhos!)"

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

(Ricardo Reis, 12-6-1914)

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.) Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar. Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o. Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência. Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças. E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Alucinação


Fria geração:
bunda tela umbigo
Indigesta vontade.

Engessado
ânimo de injeção
Escuridão, exclusão, escravidão...

Não gere nada,
não gera ação.

No espelho ecoa o ego
multiplicado ao infinito,
sem direção.