quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sigo sendo

Aquele mesmo vagão
de um trem desgovernado
segue [felizmente] seu rumo.

Incerta convicção,
conveniente ação,
indireta direção...

Altos e baixos
de baixo pra cima.
Desde abaixo e à esquerda,
o coração bate!

Se 'sem amor, só a loucura':
amorosas loucuras em loucos amores.

As fronteiras existem,
os limites não.
Libertem esses países
da sua opressão!

A partir de agora,
não se partem mais corações.
Partidos nos limitamos
em nossas subversões.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sonho Real


A bomba atômica explode.
Enquanto meu corpo está se desintegrando
olho ao redor, vejo meus amigos e amigas comigo, e digo:
-Eu amo vocês.
Silêncio, nada, limbo... Acordo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vaga Mente


Vago como a noite
Descontínua
Dando vaga à luz
de cada novo dia

Tão vago quanto palavras
Com intensidade ditas
E no intervalo de um pesado sono
Esquecidas

Como um vaga-lume
Presente e ausente
Intermitente

Estrela cadente
Confusa, perdendo-se em si mesma
Ardente e carente

Inconsequente
vagão de metrô
Abrindo e fechando suas portas
em cada estação,
Aleatória-mente.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"O Jardim das Delícias" (Hieronymus Bosch)


"O corpo não é uma máquina, como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa."
(Eduardo Galeano)